Não é de hoje que pairam
sérias desconfianças quanto às verdadeiras origens do Cristianismo e as
motivações da Igreja Romana na preservação da fé religiosa.
Há muito anos debate-se
inclusive se a figura histórica de Jesus, chamado Nazareno, seria real. A única
coisa absolutamente real é a existência do mito e sua influência para bilhões
de seres humanos pelo planeta. Mas até que ponto a influência do Cristo perpassa
por um arquétipo deliberadamente construído pela Igreja Romana para determinado
fim? Estariam os cristãos do mundo todo através dos séculos, venerando uma
construção idealizada pelo Catolicismo?
Difícil elucidar uma questão
dessa magnitude em face da presença da fé. Diante de sua presença o
racionalismo se torna ilógico e o dogma predomina com verdade soberana.
Longe de tentar elucidar essas
e outras questões, ouso alimentar o debate pois numa época em que ciência e
religião parecem caminhar paralelamente e não mais em sentido diametralmente
oposto, descobertas arqueológicas recentes parecem revirar do avesso a
historiografia tradicional como nunca se viu.
Estaria a História de nossos
antepassados totalmente equivocada e por ação deliberada de interesses
governamentais e religiosos?
Acredito que os corredores do
Vaticano ainda têm muito a esconder antes que os pilares da cristandade sejam
cabalmente abatidos pela documentação ali encoberta.
Todavia, contra a fé não
existem argumentos.

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