Quando os Elohins desceram à Terra,
deslumbraram- se com a beleza do planeta e abundância de recursos naturais
existentes. Tal beleza, obra da natureza criadora, certamente deveria ser
compartilhada pelos seres inteligentes que habitavam esta dimensão do Universo.
Rapidamente dotaram o planeta de condições necessárias à sua permanência,
todavia sozinhos em meio a bestas feras que povoavam as florestas. Circundado
por toda esta beleza, um ser se destacava dos demais por andar ereto e possuir
certa habilidade com as mãos. Fruto de milhões de anos da lenta cadeia
evolutiva era o ser mais avançado tanto em termos intelectuais como genéticos.
Vivia na mais pura comunhão com a natureza e interagia com esta quase que como
num enlace cósmico. Os Elohins maravilhados com a obra da natureza e, dotados
de extraordinária tecnologia, ousaram interferir na cadeia evolutiva, criando a
espécie humana para que os servissem como trabalhadores e os adorassem como
suas divindades. Estava criado assim o ser humano, dócil e inocente de sua
condição, para servir aos seus deuses no Édem. O homem andava nu e não se dava
conta de sua nudez, pois embora adaptado a uma nova condição e geneticamente
modificado sua mente mantinha os desígnios da natureza criadora.
Conforme relata Enoch no Livro do Conhecimento,
“o Homem Adâmico foi criado nos céus e simultaneamente transposto ao longo de
malhas de energia para a corporificação física a partir de uma forma divina, à
qual ele deve retornar após esta exploração de consciência. Estamos aqui como
um experimento, explorando oportunidades de alcançar realidades ainda maiores
que estão sendo testadas nos mundos materiais, de modo que se expandam os
vínculos que foram moldados pelo Ofício do Cristo entre os mundos superiores e
inferiores. Porém, ao vir à Terra, cada alma espiritual deixa nos mundos
superiores o seu tesouro particular, a sua parte do Tesouro de Luz Viva, que
aguarda o seu retorno. Na conversão da Luz para a forma material, o nosso mundo
foi originalmente comissionado em Nome do Pai, mas foi interceptado pelos
Mestres caídos que aplicaram a sua lei de vibração a esta criação”. A intervenção inadvertida dos Senhores
Elohin, porém com permissão da Luz Viva, proporcionou ao Homem Adâmico
vivenciar os limiares da inteligência avançada como semente dos próprios
Elohins. Porém, alguns desses Mestres em rebelião, visando interesses
mesquinhos, procuraram não apenas condenar a criação adâmica à destruição, mas
interferir nos modelos subsequentes de outra humanidade adâmica criada para
este planeta, da qual somos sua semente.
O Adão Cósmico e a
construção de uma Nova Consciência para o retorno à Luz.
A intervenção na Criação Adâmica
acarretou um bloqueio em nossas mentes, como que nos desligando da Luz Viva, da
qual somos uma centelha. De quando em quando, Mestres que atuam diretamente com
a Luz Viva habitam o mundo físico no intuito de ascenderem a criança de luz
encarnada à verdadeiras comunidades de Luz. Nossa grande tarefa consiste no
avanço do poder da consciência sobre a limitação física, todavia, sem desprezar
e abandonar a vida física e o mundo material. Os Grandes Mestres, dos quais o
Cristo é um exemplo, sempre se desdobraram em mostrar o equilíbrio como ponto
fundamental para o desenvolvimento do ser espiritual. Uma vida física em
desequilíbrio não consegue vislumbrar as virtudes presentes no Espírito.
A construção da nova consciência sepulta
o Adão modificado geneticamente e faz ressurgir o Adão Universal, aquele criado
em meio a Luz Viva e que se tornou corpóreo nas esferas inferiores do mundo
físico. Conhecer nossa missão e a necessidade de reconexão ao mundo cósmico é
tarefa obrigatória aos iniciados nos mistérios da Verdadeira Luz.
Bibliografia
HURTAK, J.J. O Livro do Conhecimento: As Chaves de Enoch. Rio de Janeiro, Academia
para Ciência Futura, primeira publicação em inglês, 1973.
PROENÇA, Eduardo de (org). Apócrifos e pseudo-epígrafos da Bíblia.
São Paulo, Fonte Editorial, 2005.
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